Moradores usam aspirador de pó e até a boca para sugar água da tubulação por falhas no abastecimento em SC

Desespero pela Escassez de Água

A comunidade Frei Damião, localizada em Palhoça, na Grande Florianópolis, enfrenta uma grave crise de abastecimento de água. Moradores relatam que já se passaram cerca de um mês desde a última vez que tiveram acesso à água potável. Essa escassez está afetando a vida de cerca de 100 famílias na região, que se veem obrigadas a buscar soluções improvisadas para lidar com essa situação crítica.

Moradores Criam Soluções Criativas

Para contornar a falta de água, os moradores têm utilizado métodos inusitados. Por exemplo, a residente Sandra de Garais descobriu uma forma de drenar água das tubulações antigas utilizando um aspirador de pó. Ela explicou que conecta o tubo do aparelho ao cano e, ao ligá-lo, consegue sugar a água que ainda permanece na tubulação. “A gente tem que encher para poder usar, lavar roupa, lavar louça”, desabafou Sandra em uma entrevista.

Outro morador, Joselei Tomazini, tem enfrentado a escassez de maneira ainda mais rudimentar. Ela tenta aspirar a água diretamente da tubulação com a boca usando mangueiras, uma tarefa que, segundo ela, tem sido extremamente difícil e frustrante.

falta de água em Palhoça

Concessionária e o Problema do Abastecimento

A responsabilidade pelo abastecimento de água na área é da concessionária Águas de Palhoça. De acordo com a empresa, as obras de regularização do sistema de distribuição foram iniciadas recentemente. No entanto, a falta de registros de reclamações por parte dos moradores gera dúvidas sobre a eficiência da prestação do serviço.

Os problemas começaram especificamente na Rua Jackson Alexandre, onde as escavações para melhorar o fornecimento de água resultaram em danos às tubulações antigas, deixando a comunidade sem abastecimento. Embora novos canos estejam visíveis na via, as conexões com as residências ainda não foram finalizadas, deixando os moradores em uma situação difícil.

A Vida Sem Água Potável

Sem o acesso a água potável, os moradores encontram dificuldades em realizar atividades cotidianas, como tomar banho, cozinhar e lavar roupas. Muitos têm sido forçados a carregar água de locais distantes, como uma praça situada a cerca de um quilômetro de suas casas, ou a reaproveitar a água da chuva sempre que possível.



Obras e o Rompimento de Canos

A situação de falta de água teve início com as obras de instalação da rede de abastecimento na comunidade. Os moradores alegam que, desde que as escavações começaram, a água desapareceu. As obras já foram prometidas para finalização em fevereiro, mas a expectativa é a de que aconteçam antes, dada a urgência da situação. O desabastecimento não era esperado e, desde então, a empresa não indicou um cronograma claro de quando a normalização do serviço ocorrerá.

A Mobilização da Comunidade

Com a falta de água, a comunidade tem se mobilizado para exigir uma solução rápida por parte da concessionária. Moradores como Adriana dos Santos Oliveira afirmam que o direito ao abastecimento não deveria ser tratado como uma promessa distante. “A gente quer ter o direito de pagar e reclamar”, disse. Ela frisou que a espera por água limpa não pode se arrastar por tanto tempo.

Relatos de quem Sofre com a Falta de Água

A escassez de água tem impactado não apenas a rotina diária, mas também a saúde e o bem-estar de várias famílias. Os relatos de dificuldades têm se multiplicado, com trabalhadores e idosos sendo os mais afetados. Com outros membros da comunidade enfrentando o mesmo transtorno, o sentimento de solidariedade e de luta pelo direito à água potável tem crescido entre os residentes.

Alternativas Sustentáveis de Abastecimento

Diante da crise hídrica, algumas famílias têm tentado buscar alternativas sustentáveis. Além de coletar água da chuva, a população tem compartilhado dicas sobre como economizar e reutilizar a água, enquanto a situação não se normaliza. Isso tem servido como um paliativo, mas não resolve o problema de forma definitiva.

Reclamações e a Resposta da Concessionária

A concessionária Águas de Palhoça enviou uma nota à imprensa afirmando que as obras estão em andamento e que a prioridade é atender as demandas da comunidade. No entanto, a ausência de registros de reclamações sobre a falta de água no trecho em questão levanta questões sobre a comunicação entre os moradores e a empresa.

A Busca por Soluções Rápidas

Enquanto as obras não são finalizadas, a pressão por soluções rápidas continua. Moradores esperam que a concessionária tome medidas para restabelecer o abastecimento antes do prazo estimado. A situação atual é insustentável e os habitantes da Frei Damião desejam que sejam tomadas providências urgentes para que possam desfrutar do básico: água em suas casas.



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