Acic celebra anúncio de obras no Morro dos Cavalos em Palhoça (SC)
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O povoamento de Palhoça iniciou-se em 1793, com a vinda do primeiro morador , Caitano Silveira de Matos. Este dirigiu-se à região, por ordem do então governador João Alberto de Miranda Ribeiro, para construir galpões coberto de palha, que servissem de depósito de farinha e outros mantimentos. Acredita-se que, o nome Palhoça, tenha origem neste fato, visto que, segundo opinião de algumas pessoas antigas, outros ranchos foram construídos, todos cobertos de palha, nos quais eram recolhidos canoas e outros apetrechos de pescadores que passavam temporadas no lugar hoje denominado Areias.
Inicialmente, referia-se ao lugar como Mato da Terra Firme e Vila São José que permaneceu esquecido e desinteressado por mais de meio século, como desejava o Governador João Alberto Miranda Ribeiro, cisto que , nos ranchos e depósitos levantados à beira-mar, estava oculta grande quantidade de munição . Não tinham sido esquecidos ainda os tristes fatos ocorridos quando da invasão espanhola, em 1777.
Com o aumento dos habitantes do local, foi construída , em 1864, uma pequena capela e, a proporção que se desenvolvia o comércio, melhorava o caminho para o planalto, trazendo novos moradores.
Em 1870, foi construída a primeira escola pública e, em 1894, foi criado o Município de Palhoça, desmembrado de São José.
O prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), anunciou no dia 11 de março de 2009, uma proposta de dividir o município em dois. De acordo com a assessoria de imprensa, a emancipação da parte sul de Palhoça, onde ficam as praias, tem fins de investimento turístico.
Ainda de acordo com a assessoria, a proposta será encaminhada para uma audiência pública. Dos 150 mil habitantes de Palhoça, cerca de 30 mil habitam a região sul, que vai do Centro até a Baixada Maciambú, passando pelas praias do Sonho, Pinheira, Guarda do Embaú e Praia de Fora.
As indústrias e o centro comercial da cidade estão localizados na região norte. O bairro da Ponte do Imaruim destaca-se pelo comércio, enquanto o bairro Jardim Eldorado destaca-se pelas indústrias. No sul de Palhoça, a economia baseia-se na pesca e no turismo.
Dia 20 de maio foi inaugurado o primeiro Shopping de Palhoça, Via Catarina.
O mercado imobiliário também merece destaque, devido aos novos condomínios fechados, como Parque da Pedra, Moradas Palhoça, Terra Nova Palhoça, Nova Palhoça, Villa Latina, Apoena, Vivare Grand Club, Mirante do Cambirela e Edla Zacchi que visam atrair moradores com alto poder aquisitivo.
Bandeira do Divino – Semanas antes da Festa do Divino Espírito Santo, um grupo de pessoas percorre a cidade visitando as casas e colhendo ofertas para a festa. Uma senhora ou moça conduz a Bandeira presa a um mastro de dois metros, tendo a figura de uma pombinha bem na ponta da haste, com várias fitas coloridas pendentes. Às vezes a Bandeira é acompanhada de canto com música de rabeca, violão, cavaquinho e tambor, cujas batidas anunciam a aproximação da Bandeira.
Festa do Divino Espírito Santo – A festa é uma representação da coroação dos imperadores dos tempos do Brasil Império. Uma família da cidade (com muita honra) é sorteada para ser a festeira. No dia da festa, o cortejo acompanhado da banda de música, percorre as ruas da cidade com o Imperador, Imperatriz e os pagens vestidos a caráter e vai se instalar num trono, onde permanece o dia todo presidindo o cerimonial. A festa é acompanhada de missa, barraquinhas, queima de fogos, leilão, baile e outras atividades. A sede do Município e Enseada de Brito são os locais onde anualmente se realiza a festa.
Boi-de-mamão – É a representação dramática de cenas da vida campestre. Boi, cavalo, cavaleiro, curandeiro, urubu e cantadores. Boi-de-mamão é o nome dado em Santa Catarina ao auto do Bumba-meu-boi. Entre as diversas origens do nome, a mais aceita é a que diz que, antigamente, era usado um mamão verde para confeccionar a cabeça do boi, donde teria surgido o nome do boi e se espalhado por todo o litoral catarinenses. O Grupo é formado essencialmente pelo boi, o vaqueiro Mateus, o urubu, o feiticeiro, que benze o boi depois deste ser derrubado por Mateus beliscado pelo urubu, o cavalinho, a cabra,o cabrito. Em alguns locais ainda aparece o urso e a maricota. A Bernúncia, típica de Santa Catarina, que para alguns representa o bicho-papão, termina a dança, que é representada ao ar livre, com um grupo de cantadores e acompanhamento de percussão, chocalhos, reco-recos e pandeiro, algumas vezes acrescidos de cavaquinho e acordeão. Para cada animal há um canto típico.
Pau-de-fitas – É apresentado por um grupo geralmente de quatro a oito casais, que executam evoluções em torno de um pequeno mastro com longas fitas. Durante as evoluções os casais fazem diversos trançados e destrançados com as fitas. Um grupo de músicos acompanha a apresentação com cantorias.
Terno-de-reis ou Folia de reis – Do Natal até 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), costuma aparecer em Palhoça os “ternos-de-reis”, para reverenciar o nascimento de Jesus. O terno-de-reis é constituído por um grupo de geralmente quatro a oito pessoas, que percorre as casas pedindo ofertas em dinheiro ou bebidas. As músicas cantadas pelo Terno são de fundo religioso e folclórico.
Pão-por-Deus – Tradição quase desaparecida, o pão-por-Deus é um meio de comunicação romântica, onde as mensagens de amor, amizade e simpatia, escritas nas mais variadas figuras de papel, em recortes geométricos, transmitem os mais diversos pedidos.
Fonte: www.encontrasantacatarina.com.br