São Caetano lidera ranking das cidades mais seguras do Brasil; veja o top 30

São Caetano do Sul, no ABC Paulista, ocupa o primeiro lugar entre as cidades mais seguras do Brasil, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide. O levantamento usa dados de 2025 sobre violência letal.

A MySide calculou as taxas com registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também aplica correções a mortes violentas classificadas como de intenção indeterminada.

O levantamento abrange municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e apresenta recortes por capitais, faixas populacionais, estados e regiões. As taxas são expressas por 100 mil habitantes para permitir comparações entre localidades de diferentes tamanhos.

cidades mais seguras do Brasil

Como o indicador se restringe à violência letal, o ranking não inclui crimes como furtos e roubos, violência doméstica sem morte ou percepção de insegurança. Os dados também mostram diferenças entre municípios e regiões do país.

Como a MySide calculou o ranking de segurança

Segundo a MySide, o uso de registros do Ministério da Saúde busca reduzir diferenças entre os balanços das secretarias estaduais de segurança pública. Esses levantamentos podem adotar critérios distintos, enquanto o estudo aplica uma base comum para comparar os municípios.

O cálculo inclui ajustes estatísticos para mortes violentas classificadas como de intenção indeterminada. A correção procura evitar que esses registros levem a uma subestimação da violência letal nas cidades analisadas.

O anuário considera os óbitos registrados em cada município em 2025 e relaciona esses dados à população local. A taxa por habitante permite comparar localidades de portes diferentes, embora o estudo restrinja a análise aos municípios incluídos em seu recorte.

O que o indicador de violência letal não contempla

O indicador usado no levantamento mede exclusivamente assassinatos, por meio da taxa por 100 mil habitantes. Por isso, uma posição elevada entre as cidades mais seguras do Brasil nesse critério não representa uma avaliação completa da segurança urbana.

Furtos e roubos não entram no cálculo, assim como a violência doméstica que não resulta em morte. Esses crimes podem ocorrer em municípios bem colocados no ranking sem alterar diretamente sua taxa de violência letal.

Também ficam de fora a percepção de insegurança e as diferenças entre bairros de uma mesma cidade. A MySide apresenta o ranking como uma referência para moradores, investidores, pesquisadores, jornalistas e gestores públicos, com fontes, critérios e limitações explicitados.

São Caetano lidera a lista nacional das cidades

São Caetano do Sul (SP) ocupa a primeira posição, com taxa de 1,9 assassinato por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Salto (SP), com 2,2; Blumenau (SC), com 2,4; Jaraguá do Sul (SC), com 2,5; e Santa Bárbara d’Oeste (SP), com 2,7.

Do sexto ao décimo lugar estão Pelotas (RS), com 2,8; Itatiba (SP), com 3,2; Atibaia (SP), com 3,6; Cachoeirinha (RS), com 3,7; e Jandira (SP), com 3,8. Franca e Valinhos, ambas em São Paulo, aparecem em 11º e 12º, com 3,9 cada.

Santana de Parnaíba (SP), Botucatu (SP) e Americana (SP) ocupam as posições seguintes, com taxas de 4,3, 4,4 e 4,5, respectivamente. São José dos Campos (SP), Indaiatuba (SP), Conselheiro Lafaiete (MG), Lavras (MG) e Joinville (SC) completam as colocações entre 16º e 20º, com índices de 4,7 a 5,4.



Entre 21º e 30º estão Barretos (SP), Brusque (SC), Barueri (SP), Jaú (SP), Gravataí (RS), Várzea Paulista (SP), Palhoça (SC), Novo Hamburgo (RS), Sertãozinho (SP) e Jundiaí (SP). As taxas desse grupo vão de 5,7 a 6,2 assassinatos por 100 mil habitantes; 14 das 30 cidades ficam no estado de São Paulo.

Florianópolis encabeça o ranking entre as capitais

Florianópolis (SC) lidera entre as capitais, com taxa de 11,5 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo (SP), com 12,3; Brasília (DF), com 12,4; Goiânia (GO), com 15,2; e Porto Alegre (RS), com 15,8, completam as cinco primeiras posições.

Na sequência aparecem Cuiabá (MT), com 17,0; Belém (PA), com 18,6; Campo Grande (MS), com 19,5; Curitiba (PR), com 20,1; Manaus (AM), com 20,4; Palmas (TO), com 23,9; e Teresina (PI), com 25,3. Rio de Janeiro (RJ) está em 13º, com 25,4, seguido por Rio Branco (AC), com 26,7.

Aracaju (SE), Vitória (ES), Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG) e João Pessoa (PB) ocupam da 15ª à 19ª posição, com taxas entre 28,4 e 31,3. Natal (RN) aparece em 20º, com 33,4, e São Luís (MA), em 21º, com 36,1.

Macapá (AP), Porto Velho (RO), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Maceió (AL) fecham a relação, com índices de 39,6 a 55,8. Há uma divergência nos dados publicados para o Rio de Janeiro: a tabela de capitais registra 25,4, enquanto o recorte de cidades com mais de 1 milhão de habitantes informa 25,7.

Resultados por faixa populacional

Entre os municípios com 200 mil a 500 mil habitantes, Blumenau (SC) tem a menor taxa, de 2,4 assassinatos por 100 mil habitantes, seguida por Jaraguá do Sul (SC), com 2,5, e Pelotas (RS), com 2,8. Franca (SP), Americana (SP) e Indaiatuba (SP) também aparecem entre as dez primeiras desse grupo, com índices de 3,9, 4,5 e 4,9.

Na faixa de 500 mil a 1 milhão de habitantes, São José dos Campos (SP) lidera, com taxa de 4,7, e Joinville (SC) ocupa a segunda posição, com 5,4. Juiz de Fora (MG) vem em terceiro, com 8,0, seguida por São Bernardo do Campo (SP), com 8,9.

O grupo com mais de 1 milhão de habitantes é liderado por Guarulhos (SP), que registra 6,7 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo (SP), com 12,3, e Brasília (DF), com 12,4, vêm depois; Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) aparecem em quarto e quinto, com 15,2 e 15,8.

As listas por porte também incluem, entre outros municípios, Barueri (SP) e Gravataí (RS), ambos com taxa de 5,8 na faixa de 200 mil a 500 mil habitantes. No grupo de 500 mil a 1 milhão, Ribeirão Preto (SP) registra 10,1, enquanto Campinas (SP), com 16,0, aparece entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Diferenças de segurança entre estados e regiões

Santa Catarina apresenta a menor taxa estadual, com 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o levantamento. São Paulo vem em seguida, com 10,4, e o Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição, com 11,5.

No outro extremo, Amapá registra 44,7 assassinatos por 100 mil habitantes, Ceará tem 43,7 e Bahia, 39,5. Esses índices estaduais são distintos das taxas municipais e não determinam, por si só, a posição de cada cidade do estado.

Na comparação regional, o Sul tem média de 12,6 assassinatos por 100 mil habitantes, a menor do país. O Sudeste registra 15,6, seguido pelo Centro-Oeste, com 18,2.

O Norte aparece com taxa média de 26,7, enquanto o Nordeste registra 34,8, a maior entre as regiões. A concentração de municípios do Sul e do Sudeste nas primeiras posições nacionais acompanha essa diferença regional observada pela MySide.



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