Fechamento inesperado prejudica alunos
A Autoescola Madri, localizada em Palhoça, na Grande Florianópolis, fez um fechamento inesperado, surpreendendo seus alunos. O encerramento das atividades ocorreu sem qualquer aviso prévio, provocando sérios prejuízos financeiros. Alunos relataram que muitos deles, após pagarem cerca de R$ 2 mil por serviços que não foram prestados, se depararam com o imóvel vazio ao se dirigirem à autoescola. Cerca de 70 estudantes foram impactados por essa medida repentina.
O Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran) já havia suspendido o credenciamento da autoescola em 13 de outubro, impossibilitando a matrícula de novos alunos. A situação gerou uma série de queixas, incluindo dificuldades em agendar aulas e a falta de pagamento das taxas de exames.
Ações da Polícia Civil e Detran
A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou uma Verificação de Procedência da Informação (VPI) na sexta-feira (16) após receber relatos de alunos através de boletins de ocorrência. As autoridades informaram que os proprietários da autoescola tentaram contatar os alunos para propor um acordo quanto à devolução dos valores. Caso os termos não sejam cumpridos, um inquérito policial por estelionato poderá ser aberto.

Em resposta à situação, o Detran/SC tomou medidas administrativas que incluem o encaminhamento do caso para a Corregedoria do órgão, que acompanhará as eventuais irregularidades encontradas. O Procon/SC também está adotando medidas contra a autoescola, tendo recebido um volume crescente de reclamações desde o fechamento.
Alunos relatam dificuldades e perdas financeiras
Os alunos afetados expressaram sua frustração com a situação, como é o caso de Maria Vitória Elias, que participou de um longo processo para obter sua CNH. Ela relatou que as dificuldades começaram ainda na contratação do serviço, com atrasos nos agendamentos e mudanças constantes nas datas das aulas. No entanto, ao se dirigir à autoescola, Maria descobriu que o local estava fechado.
Outra aluna, Islla Laiane, que também contratou um pacote de aulas, não conseguiu realizar nenhuma delas, o que a levou a se sentir desamparada, pois necessitava do documento de habilitação para trabalhar e cuidar de seus filhos.
Além disso, Vinicius Melo Borba ficou impossibilitado de fazer um exame prático, pois os pagamentos das taxas não foram realizados. Ele constatou que a autoescola não existia mais quando foi ao endereço. Os alunos exigem respeito e uma solução para a devolução dos valores pagos, sublinhando a importância de serem tratados com dignidade por uma empresa em que confiaram.
A Autoescola Madri, em comunicado, reconheceu o encerramento das atividades e se comprometeu a analisar individualmente os casos dos alunos com vistas à restituição dos valores pagos. Entretanto, a incerteza sobre como o processo será conduzido permanece, gerando ainda mais angustia entre os estudantes prejudicados.

